domingo, 11 de maio de 2008


A SEMAQUI - Semana Acadêmica de Aquicultura - é um evento realizado pelos alunos e profissionais da Engenharia de Aquicultura e promoverá este ano sua 6ª edição com diversas palestras, mini-cursos, apresentação de painéis e muito mais informação e novidades para os envolvidos e/ou simpatizantes com a área.


Em virtude da grande procura pelos livros de resumos das edições anteriores, a comissão organizadora deste ano está deixando à disposição aqui no Blog, kits com os resumos de todas as palestras, mini-cursos e workshops além de adesivos, pasta e material promocional.


Apresento abaixo alguns dos temas das inúmeras palestras e mini-cursos já realizados:

- Construções e instalações para o cultivo de camarões;

- Tecnologia e manejo do uso de substratos artificiais na engorda de camarões;

- Piscicultura superintensiva em tanques-rede;

- Cultivo de peixes ornamentais;

- Biologia e manejo do Jacaré-de-papo-amarelo;

- Técnicas para a criação do Linguado;

- Cultivo de Carangueijo para repovoamento;

- Cultivo de Vieiras;

- Cultivo de Algas (Micro e Macro);

- Cultivo de Polvos em jaulas;

- Carotenóides, aplicação na Aquicultura e na indústria de alimentos;

- Reúso de efluentes de lagoas de estabilização através do cultivo de Lemnáceas e Tilápias;

- Coletores de Mexilhão em SC;

... e muitos mais!


O Livro de resumos da última edição, V SEMAQUI, encontra-se disponível para download no link:


Para quem se interessou, e gostaria de adquirir este e os outros livros e materiais, o kit será fornecido gratuitamente, sendo necessário apenas o pagamento do frete de envio.


Vale lembrar que restam poucos kits e que serão atendidos aqueles que entrarem em contato primeiro!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Vagas de Emprego - Engenheiro de Aquicultura

- Estância Alvorada -

Localidade: Alvorada do Sul/ PR

"Precisamos de profissional formado na área (veterinário, zootecnista, engº de pesca, etc) para atuar como representante de venda da nossa produção (35.000 kg por mês a partir de agosto/08, 70.000 kg por mês e à partir de 2009 100.000 kg por mês)."

Contato :mailto:tilapia@onda.com.br

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- Rapada Maricultura -

Localidade: Ubatuba/ SP

"Empresa no cultivo de vieiras está selecionando técnico em aqüicultura ou áreas afins, com experiência comprovada, para coordenar manejo."

Contato :mailto:rapadamaricultura@hotmail.com

Fonte: Revista Panorama da Aquicultura

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Amazônia Sustentável


Para celebrar os mais de 300 acessos a este Blog, repasso um texto que li na revista "Rumos - Economia e desenvolvimento para os novos tempos", de fundamental interesse para aqueles que preservam a natureza, aquicultures e população em geral.




" Peixe na Rede

Ao invés de advogar uma absurda moratória sobre os biocombustíveis, os xiitas verdes melhor fariam em propor um freio imediato à expansão da pecuária extensiva na Amazônia, a grande culpada pela destruição da floresta. Como disse o professor Joan Martinez Alier em O Ecologismo dos Pobres (Editora Contexto, são Paulo, 2007): "100 toneladas de biomassa por hectare são substituídas por uma vaca por hectare."



Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), 70% das áreas desmatadas da Amazônia foram transformadas em pastagens, sendo que a pecuária bovina utiliza, atualmente, 30% de toda a superfície da terra, incluindo as pastagens permanentes e um terço das terras aráveis para a produção de rações.


A abundância de terras baratas conjugada com uma tecnologia aprimorada projetou o Brasil para o primeiro lugar no mundo como exportador de carne bovina, com o desfrute de algumas arrobas de carne por hectare e a criação de pouquíssimos empregos diretos. A longo prazo, a reconversão da pecuária extensiva se impõe, com boas perspectivas para a sua integração com a agroenergia. Ao mesmo tempo, convém pensar em modalidaes de produção de proteínas animais com uma pegada ecológica bem inferior à da pecuária bovina, que exige grandes pastos ou solos agrícolas para produzir ração. O boi não é um bom conversor de pronteína vegetal em animal.


Peixe na rede - Um novo e bem-sucedido restaurante em Brasília - serve a um preço muito razoável saborosos pratos elaborados com filé de tilápia. O peixe vem de uma piscicultura instalada nos arredores da capital, que produz sete toneladas de peixe por ano por cada hectare de lâmina d'água. Sete toneladas de peixe contra algumas arrobas de boi por hectare!




A China é a campeã disparada na criação de peixes, cerca de 70% da produção mundial, e conta com uma tradição milenar: várias espécies de carpa vivendo em nichos diferentes dentro do açude, horticultura nos diques, sobras de folhas servindo de ração aos peixes, patos criados para adubar o açude e eliminar os insetos que proliferam na horta. Um sistema praticamente sustentável de produção de diferentes tipos de alimento!


O Brasil desfruta de condições excepcionais para se tornar um dos países líderes da "Revolução Azul" que apenas está começando; a pesca tradicional é um sistema de caça e não de criação, o seu extenso litoral do Atlântico, a Amazônia com a sua dotação de águas, o Pantanal e os numerosos lagos de represa se prestam muito bem à promoção de aquicultura, à condição de preservar a qualidade da água e não repetir os mesmos erros cometidos em vários países da Ásia e da América Latina ao destruir os manguezais para implantar fazendas de carcinicultura, com catastróficas consequências sociais e ambientais.

Vale a pena mencionar aqui um projeto da Fundação Oldebrecht no baixo Sul da Bahia, que se deu com o objetivo de cultivar tilápias em tanques-rede servindo-lhes uma ração composta integralmente de folhas de mandioca e de bananeira, ou seja, de resíduos vegetais que não exigem, portanto, nem um palmo de terra cultivável. Esta seria a solução ideal: grandes quantidades de proteína animal produzidas com uma pegada ecológica modesta, sobretudo por contraste com a pecuária bovina extensiva. Ao que parece, as tilápias não se deram bem com esta ração. Em que pese este episódio, o que vale é a idéia correta de aproveitar os resíduos da produção agrícola como insumos para a piscicultura. Mais cedo ou mais tarde ela vingará.

Sem ir ao extremo de eliminar o churrasco dos nossos cardápios, convém encorajar o consumo de peixes, recomendado por razões de saúde às quais se juntam agora argumentos ambientais."

Ignacy Sachs

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A respeito da Amazônia, há um site com um abaixo-assinado em prol da preservação da Floresta. Colaborem!

www.amazoniaparasempre.com.br/

Para ler esta matéria em inglês, clique aqui!

sábado, 3 de maio de 2008

Desculpem a falta de novos posts mas essas últimas semanas foram corridas, devido alguns projetos que eu e o Victor estamos executando, e acabou que o Blog ficou em segundo plano. Agora com tudo já em andamento voltamos a ter mais tempo livre pra escrever e atualizar as postagens.
Abaixo, vídeos de carcinicultura:

Fazenda Borges de Carcinicultura Marinha

Projeto " Cultivo do Camarão Rosa" - FURG

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Piscicultura Marinha III: Engorda


Na fase de engorda os peixes entram na fase juvenil e saem adultos prontos para serem comercializados. O tempo deste processo e o peso final dos animais varia de acordo com a espécie cultivada e o mercado almejado.

Existem dois sistemas de cultivo para a fase de engorda:

Sistema extensivo

O sistema extensivo requer um menor manejo e controle da qualidade do ambiente de cultivo. Ele pode ser empregado em zonas costeiras e estuários com alta disponibilidade de produtividade natural, já que não é fornecido ração, indicado para criação de espécies onívoras/herbívoras. Apresenta um baixo custo de implantação mas também baixa produtividade (até 1 t/ha/ano) (Cerqueira, V.R., 2004).
Necessita de grande área para o cultivo (0,1 a 10ha), com estruturas de viveiros de terra ou cercos, numa densidade de estocagem de 0,1 a 1/m².

Este sistema é mais utilizado como policultivo e/ou integração.

Sistema Intensivo

O sistema intensivo é utilizado em zonas costeiras ou oceânicas, em monocultivos de alto investimento (infra-estrutura, manejo e mão-de-obra) e produtividade (até 1.000t/ha/ano) (Cerqueira, V.R., 2004).

Necessita de uma área de cultivo menor (10 a 1.000m²), podendo ser feito em viveiros de terra, tanques ou gaiolas, em densidades de 1-100 peixes/m², com bombeamento, renovação e aeração da água. São cultivadas principalmente espécies carnívoras onde uma alimentação suplementar com ração é indicada.

Esse tipo de cultivo costuma sofrer algumas represálias devido o maior índice de poluição orgânica que produz. http://ngm.nationalgeographic.com/ngm/0307/sights_n_sounds/media2.html


Uso e características básicas das principais estruturas de cultivo:
Tanques-rede

São tanques feitos de tela com flutuadores nas bordas. A micragem da tela começa pequena e aumenta a medida que o peixe cresce.


Indicados para cultivo intensivo em zonas costeiras, em áreas fechadas e rasas podem ter plataformas que auxiliam o manejo.

A limpeza das telas é importante para manter um bom fluxo de água nova para dentro do tanque.


Gaiolas


Indicadas para cultivo em áreas mais distantes da costa.


Ficam completamente submersas sendo necessário o uso de mergulhadores para o manejo.


Suportam uma alta densidade de estocagem.



Bibliografia:
- Cerqueira, V.R., Aqüicultura e Experiências Brasileiras. Cap. XV, Multitarefa editora, Florianópolis, SC, 2004.